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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Inovar para ser feliz ou ser feliz para inovar?

O mundo econômico e corporativo mudou radicalmente na última década e é cada vez mais necessário diferenciar-se - e a Inovação é fundamental para que as empresas se coloquem no mercado de forma única, façam o que ninguém faz e busquem constantemente por novas diferenças.

Aqui surge uma questão: é possível a uma empresa ser diferente se sua cultura não valoriza a diferença? Ora, se a cultura é a soma de crenças e comportamentos das pessoas que a compõem, a pergunta passa a ser: e você, caro leitor, valoriza a diferença, a sua e a dos outros?

Pessoas que fazem a diferença são fundamentais, hoje e cada vez mais. São elas que apontam novos caminhos, que criam e propõem soluções, e que arejam o ambiente de trabalho. Não é à toa que toda a literatura sobre inovação aponta que grupos com maior diversidade são mais alegres, descontraídos, criativos e, sobretudo, mais inovadores.

Esse raciocínio, que liga ambientes alegres e criativos ao sucesso econômico, já passou por aqui, no Inovar 2: “mais que status, a inovação facilita a vida, dá mais conforto e condições para as pessoas se divertirem mais, aumenta a produtividade e a inclusão social”. E quem não vive melhor e mais feliz com isso tudo?
Muito a propósito, em recente entrevista (na Veja 2448, de 21/10/2015), Edmund Phelps, Nobel de economia em 2006, comentou sobre o período em que os Estados Unidos, como declarou o presidente Abrahan Lincoln, eram um país tomado pelo “furor da novidade”. “Naquele período da História, que foi um dos mais extraordinários do ponto de vista do crescimento econômico, a alegria de criar, de empreender e assumir riscos era vista como um caminho para uma vida plena.”

Perguntado se a educação científica é o ponto de partida para isso, Phelps discorda: “o mais importante é expor os jovens à história humana de exploração e inovação. Devemos valorizar os grandes nomes do Renascimento, a expressividade dos românticos, a rejeição às normas dos modernistas. Todo país precisa de gente envolvida com ciência, engenharia, matemática e computação. Mas nem toda inovação vem dessas áreas. Na verdade, um espírito de inovação dificilmente será forjado somente com essa dieta... Meu conceito de inovação tem a ver com gente comum. É uma inovação que vem da base.”



Para concluir, parece haver consenso sobre a importância da diversidade para a inovação e desta para o bem das pessoas, empresas, sociedades e países. A única questão não resolvida parece ser um dilema semelhante ao do ovo e da galinha e que tem a mesma importância que esta, ou seja, nenhuma: É a inovação que gera felicidade ou a felicidade que gera inovação?

FAÇA SEU COMENTÁRIO DE SUA OPINIÃO/AVALIAÇÃO ELA É IMPORTANTE PARA NÓS.

Revista Inovar 012-Correios.

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